quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

História de uma Vida




6ºCapitulo


Depois de muito passar,pois o Flávio era uma criança que estava sempre doente,ora eram as otites ou conjutivites, não fosse ter o apoio do meu filho mais velho que foi um verdadeiro herói e que desde a primeira hora esteve sempre pronto a ajudar quando o irmão ficava em casa doente, ele tomava conta do pequeno para eu poder ir trabalhar.
Quando o irmão estava no infantário era ele que o ia buscar, quando eu chegava do trabalho tinha dado banho e comer ao irmão e ia adiantando o nosso jantar,daí está a facilidade com que ele hoje ajuda a mulher,é um grande homem.
Os dias foram passando até que um dia o amor voltou a bater no meu coração,pessoa já conhecida por sinal solteiro e padrinho do meu filho mais velho, pessoa calma sempre pronta a ajudar até que o amor começou a surgir a pouco e pouco.
Ao fim de dois anos decidimos casar, tem sido um excelente padrinho e pai para o mais velho, para o Flávio é o menino dos seus olhos,e há dez anos surgiu a nossa Joana fruto do nosso amor.
Quanto à minha pessoa tenho cinquenta anos, e por vezes embora feliz dou por mim a pensar no meu primeiro amor, no que fará na vida? terá filhos? onde viverá? E de como teria sido a minha vida se a minha mãe não interferisse nos meus namoros.
O meu filho Paulo tem trinta e quatro anos , casado e tem um filho com seis anos.
O Flávio vai fazer dezoito anos em Junho está no décimo segundo ano.
A Joana tem dez anos está no quinto ano.
O meu marido continua um querido para os meus filhos e para mim.
Eu, bem eu sou uma chata que tem uma grande paixão o dar sem receber amo o voluntariado,gosto de trabalhar com crianças, e não gosto de injustiças, dai tomar muitas dores que não são minhas.
Se a minha vida tivesse levado outro rumo ou seja, se as raparigas em 1975 pudessem cumprir serviço militar, eu teria-me oferecido como voluntária para missões, esse sim era o meu grande sonho.
Como já é tarde para isso, e seria injusto até porque tenho família formada e não conseguiria estar sem eles, vou me entregando aos que me querem receber, estou a fazer voluntariado numa escola há seis anos e gostaria de ter um tempinho para dedicar a um hospital da zona.
O futuro a Deus pertence como dizem os antigos, no presente eu sei que sou feliz que tenho os filhos mais maravilhosos,cada um diferente do outro, mas não consigo amar mais um que outros, depois o meu marido, o Afonso, homem super inteligente, tolerante, justo, e do qual eu não sei viver sem ele , pois ele é o meu equilíbrio e é por isso que o amo tanto.

FIM