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domingo, 17 de abril de 2022

Ser Furacão








Sou um furacão
Que abraça tudo e todos
Com empatia e paixão
Sou uma árvore com raízes duras e profundas
Com muitas cicatrizes
Más de sarar 
continuo a ser um furacão
Os braços gordos e doridos 
Nunca param de trabalhar,
De trato fácil amo pessoas e animais 
A minha essência 
não morrerá jamais

 

By Xunandinha

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

O Espelho

Viver dentro de um espelho
Onde ficamos escravos
De memórias más ou menos boas
Que pensamos arquivados,
Mas que por algo se aviva
Nos faz sofrer num silêncio
Numa solidão sem gente
Sem um colo para chorar,
Sem ninguém para falar,
Sem um espelho para olhar.

Uma infância mal vivida,
Nem quero olhar para trás
Mas no meu descontentamento,
Sou um pedaço de carne,
Mal distribuída, mal parida,
Perdida,  sem um ombro amigo,
Pois estou orfã, e doi
Apesar de tudo ainda respiro.

domingo, 20 de janeiro de 2019

O Meu Cavalinho

quando era pequenina
tinha um cavalinho,cavalgava,cavalgava  visitava  países longínquos estive no EGITO no tempo dos faraós  e dos escravos que se matavam a trabalhar a construir as pirâmides ,por vezes via lindas paisagens onde fazia bons picniques  e saltava por aqueles campos feliz e contente montada no meu cavalinho de papel, até que uma nuvem negra se aproximou e começou a chover muito...Acordei, olhei pela minha janela e vi que chovia muito ...o meu cavalinho d papel jazia no chão feito pasta de papel.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O Anjo da Casa



Tenho dias que fico surpreendida com pequenos gestos de grande sensibilidade e aí é fácil de perceber certas perguntas que uma menina de 11anos começa a fazer e certas revoltas que começa a ter.
Numa aula de educação visual e tecnológica enquanto todos estavam empenhados no trabalho que tinha sido proposto um CD ia rodando no seu leitor um poema, para dar vida a uma aula em que já é suposto criar,porém a minha filha começou a ouvir o poema que gostou e pediu se o podia ouvir para reescrever, e dedicar-mo a mim.

Era uma vez um País
na ponta do fim do Mundo
onde o mar não tinha eco
onde o Céu não tinha fundo
onde longe longe longe
mais longe que a ventania
mais longe que a flor da sombra
ou da flor da maresia
em sete lagos de pedra
sete castelos de nuvens
em sete cristais de gelo
uma princesa vivia


Era uma vez um País
na ponta do fim do Mundo
onde o mar não tinha eco
onde o Céu não tinha fundo
onde longe longe longe
mais longe que a luz do dia
com a sua coroa de abetos
e seus anéis de silêncio
suas sandálias de tempo
seu tear de nostalgia
uma princesa tecia
o seu tapete de espanto
no fio de fantasia
do seu casulo de encanto.


de: Ary dos Santos

Não resisti a tamanha sensibilidade e a tanta beleza interior,tinha que partilhar.
Obrigada meu Anjo

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

" EU "




Eu dou tudo
O que tenho
O que não tenho
Faço das tripas coração
Faço o pino
E até ando de lado
Para fazer o meu voluntariado
Se alguém precisa estou sempre pronta
Para por vezes levar pontapés e bronca
Por vezes sou forte
Outra sou frágil como uma teia
Gosto de sinceridade, confiança
Amar o próximo
Olhar o próximo
Viver para o próximo
É assim que eu sou feliz...
...mas incompreendida

sábado, 25 de setembro de 2010

Blogagem colectiva " Espaço Aberto"



São o meu viver
O meu equilibrio
A minha luz
A minha certeza de querer


A razão de sonhar
De ter e de saber
Por eles ter de lutar
P`ró vestir e o comer


São o meu tudo ou nada
Com ou sem razão
A maneira de sentir
um amor de coração


Por eles corro Mundo e trilhos,
Cega e cheia de paixão
Pois eles são meus 3 filhos
E deles não abro mão

refrão 2 vezes

Amor de mãe
Bate forte
Bate forte, mas não doi
Amor de mãe é para sempre
Nem a morte o destroi.

Este poema foi escrito para participar na blogagem colectiva do espaço aberto, o desafio é até ao dia 29 -09-10 fazer uma letra de canção de amor e dedicá-la a quem se ama .
Pois a letra aqui está e dedico aos meus 3 filhos pois são eles quem eu amo, mais que a mim própria.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

O Outono





A POUCO E POUCO
DEVAGAR DEVAGARINHO
COMEÇA UM VENTINHO
MUITO DE LEVEZINHO


COM AR DE MAROTO
EIS QUE O OUTONO
SE INSTALA
E DEVAGAR E POUCO A POUCO
UNS PINGUINHOS VÃO CAINDO



AS ARVORES TÊM FOLHAS DE OURO
QUE ESPECTÁCULO LINDO DE VER
QUANDO SE DESPRENDEM DAS ARVORES
DANÇAM HARMONIOSAS
E POISAM NO CHÃO
COM ELEGANCIA


OUTONO É CASTANHAS
QUENTES E BOAS, NO PREGÃO
O HOMEM LÁ ESTÁ Á ESQUINA
COM O ASSADOR NA MÃO
E O VELHO PREGÃO
QUENTES E BOAS....

Autora: xunandinha


Este foi um desafio proposto pelo"Espaço Aberto" para uma postagem colectiva.

terça-feira, 30 de março de 2010

Em frente ao espelho





Estando numa de deitar papeis no "lixo" descobri este poema nos apontamentos da minha Joaninha.
Claro que o li e claro embora não saiba,quem é o autor,e qual a fonte de pesquisa,não resisti a dividir convosco um poema tão lindo,e que de certa maneira alguns vão reviver brincadeiras que já vão longe.


O meu quarto, é só meu
Ninguém entra no meu Mundo


Fecho os olhos
Sou a estrela
Mudo tudo num segundo


Tenho a idade que quiser
Faço o que me apetecer


E enfrente ao espelho
Os meus sonhos são reais
Sou cantora, sou actriz e muito mais
Tenho asas para voar
Chego onde eu quiser chegar


O meu quarto
É o meu Mundo
Sou uma nuvem no meu céu


Tomo a forma que quiser
Neste espaço que é só meu


Tenho tempo para viver
E os amigos que escolher


E enfrente ao espelho
Os meus sonhos são reais
Sou cantora, sou actriz e muito mais
Tenho asas para voar
Chego onde eu quiser chegar

Autor-Desconhecido


domingo, 14 de março de 2010

Ficar de novo pequenina








Olhando as crianças brincando
Comecei a pensar
Talvez quando eu era criança
Adulta eu queria ficar...


E mil lembranças
Voltam em minha mente
De quando eu era pequenina
Uma criança somente...


Muitas recordações...
Dias felizes...as emoções
E até das tristezas
Que um dia tive...


Será mesmo que aproveitei?
Será que eu valorizei?
A grandeza...a alegria...
Aquela vivência em plena folia?


Será que o adulto eu analisei?
Será que eu acreditei?
Que tudo seria melhor quando eu crescesse?
E adulta eu fiquei!


E hoje quero confessar
Que a infância me fascina...
E que eu daria tudo...
Para ficar de novo pequenina!


Este poema, talvez seja dos poemas mais bonitos que eu já li.Numa das minhas pesquisas pela net, fui descobrir este poema, do qual não sei o nome do autor.
Tenho um carinho muito especial por este poema, talvez se identifique comigo, por isso já o guardo à alguns anos.
Espero que gostem, e que vos traga boas memórias de criança.